Elizeu Costa é músico, saxofonista, arranjador, compositor, maestro, pesquisador e produtor cultural, com uma trajetória dedicada à formação musical, à valorização da cultura amazônica e à difusão da música instrumental.
Iniciou seus estudos musicais no ano 1999 em Almeirim, Pará, aprofundando sua formação na Fundação Carlos Gomes, em Belém (PA), onde realizou cursos de saxofone, teoria musical, prática de bandas, canto coral e flauta doce. Ao longo desse período, atuou na Banda Municipal de Almeirim e desenvolveu importantes iniciativas de formação musical, entre elas a Orquestra AMI e o Coral de Flautas para Crianças.
Em 2012, ingressou no curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Manaus, onde ampliou sua atuação como monitor do Coral da Escola de Artes, professor de saxofone e flauta doce e arranjador da Orquestra de Flauta Doce da universidade. Também integrou grupos de destaque, como a Tribo Zaggaia e a Orquestra Vozes da UFAM, além de atuar como diretor musical, compositor e arranjador das bandas Pororoca Atômica e Tucandeira.
Em 2013, fundou a Orquestra de Música Amazônica Puxirum, projeto voltado à valorização da música regional amazônica. Com esse trabalho, conquistou, em 2018, o primeiro lugar no Festival Universitário de Música Manifesta com a composição "Goiabeira".
Paralelamente à atuação em projetos coletivos, mantém uma sólida carreira como saxofonista solo, apresentando-se em eventos culturais, festivais, cerimônias oficiais, concertos, shows e programações institucionais em diferentes estados da Região Norte. Sua atuação como instrumentista é marcada pela versatilidade, transitando entre a música popular brasileira, a música instrumental, o jazz, a música amazônica
e o repertório de concerto.
Sua trajetória também alcançou reconhecimento internacional por meio do projeto Manacanto, realizando apresentações na Suíça e na Áustria. Ao longo da carreira, participou de ações promovidas por instituições como SESC Amazonas, SESC Amapá, SECULT Amazonas, SECULT Amapá, Itaú Cultural e Manauscult e Fecomércio Amapá.
Atualmente, é professor de saxofone e maestro da Orquestra Tarumã, projeto que idealizou em 2021 e coordena na Escola Municipal de Música João Maria Dias de Moraes, em Pedra Branca do Amapari (AP). Sob sua direção, a orquestra tornou-se referência na formação de jovens músicos e na valorização da cultura amazônica, realizando concertos em diversos municípios do estado e participando de importantes eventos, como a Expofeira 2024 e o SESC Partituras 2024.
Nos anos de 2025 e 2026, foi contemplado em editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB/AP), por meio dos quais desenvolveu uma série de concertos com a Orquestra Tarumã, promovendo a circulação da música de concerto e da música amazônica em diferentes espaços culturais e educativos. Nesse período, a orquestra também integrou a programação oficial da cerimônia de sanção da Nova Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Amapá, reafirmando seu reconhecimento no cenário cultural amapaense.
Atualmente, desenvolve ainda o projeto Sax na Floresta, iniciativa voltada ao ensino do saxofone, à formação de novos músicos e à difusão da música instrumental amazônica. O projeto reúne oficinas, concertos didáticos e apresentações artísticas, ampliando o acesso à educação musical e fortalecendo a produção cultural na Amazônia.
Como pesquisador, desenvolve estudos sobre a performance do saxofone na música amazônica, com ênfase na linguagem interpretativa do Beiradão e na produção de conhecimento voltado à música popular da região. Sua atuação reúne pesquisa científica, performance, educação musical, produção cultural e criação artística, consolidando uma trajetória marcada pelo compromisso com a valorização da identidade cultural amazônica e a formação de novas gerações de músicos.